Olá
meninos,
Achei
esse material na internet e resolvi compartilhar ele com vocês. Trata-se de um
artigo referente a endossimbiose. Conversamos sobre endossimbiose em sala.
Neste caso, temos algo em especial, que é a endossimbiose entre organismos
procarióticos.
O fenômeno da
endossimbiose se refere a uma célula que vive dentro de outra célula. Se estas
vivem desta maneira durante um período de tempo relativamente longo, irão
certamente trocar genes. Acabam por fundir-se, mas mantendo suas próprias
membranas e, às vezes, seus próprios genomas. O biólogo molecular James
A. Lake, da Universidade de Califórnia em Los Angeles, acaba de descobrir o primeiro
caso de endossimbiose entre procariotos (organismos que apresentam somente
membranas celulares externas, mas não organelas com membranas, como o núcleo).
Associações do tipo de endossimbioses somente haviam sido encontradas para
eucariotos, nos quais observa-se um núcleo definido (com membrana) no interior
de uma célula (com membrana). Segundo o professor da UCLA, tal tipo de
associação teria resultado em uma forma completamente diferente de VIDA na
Terra, pois até então se acreditava que os eucariotos seriam imprescindíveis em
relações de natureza endossimbiôntica.
Em artigo publicado em,
20/08/2009, na revista Nature, o pesquisador relata que dois tipos de
procariotos, actinobacteria e clostridia, acabaram por se juntar e formaram
procariotos com “membranas duplas”. Segundo Lake, a vida na Terra não teria
tomado as proporções hoje encontradas sem este evento. Lake considera a fusão
destes procariotos essencial, pois no momento em que tal fato ocorreu ainda não
deveria haver oxigênio na atmosfera terrestre. O surgimento das cianobactérias,
ou bactérias fotossintetizantes (ou ainda algas verde-azuladas), também teria
sido decorrente da fusão de dois procariotos. Atualmente, considera-se que as
cianobactérias são as principais responsáveis pela produção do oxigênio
atmosférico, via fotossíntese.
Também a mitocôndria,
organela responsável pela respiração celular, seria resultante da fusão entre
dois procariotos. A descoberta de Lake foi comentada por Carl Pilcher, diretor
do Instituto de Astrobiologia da NASA, que ressaltou a importância da
descoberta para a compreensão de como um pequeno grupo de organismos se fundiu
e originou outro(s), capaz(es) de utilizar(em) a luz solar e provocar a maior
transformação ambiental que o planeta terra já teve – a formação de uma
atmosfera de oxigênio.
O pesquisador analisou os
genomas de 5 grupos de procariotos, presumivelmente presentes no ambiente
terrestre há 2.500.000.000 de anos atrás. E verificou que tal “cooperação”
entre microrganismos, que resultou em tais endossimbioses, deve ter sido
extremamente favorável à evolução biológica.
A referência completa
do artigo é “James A. Lake, Evidence for an early prokaryotic endosymbiosis,
Nature 460, 967-971.
Site de
Referência:
http://quiprona.wordpress.com/2009/08/20/endossimbiose-e-a-vida-na-terra/ Acessado
em 21/11/2011

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